As trilhas eram originalmente utilizadas pelos moradores da região no trajeto até seus sítios. No início do caminho para a Pedra Bonita ainda se pode ver o calçamento original feito com pé-de-moleque. Com a abertura de estradas maiores, esses caminhos caíram em desuso.

A Pedra Bonita foi desmatada ao longo do século XIX para atender à demanda de madeira e carvão gerada pela expansão da cidade. A área foi então ocupada por pequenas propriedades rurais que cultivavam flores e alimentos vendidos nas feiras do Rio. A área foi agregada ao Parque Nacional da Tijuca na década de 1960.

A Pedra Bonita fica em frente à formação rochosa que deu fama à Pedra da Gávea, conhecida como a Cabeça do Imperador. Segundo o folclore, é o que resta da efígie do Rei Fenício, que teria tentado colonizar o Rio na antiguidade.

Ao chegar ao topo, há um grande platô de pedra de onde se tem uma deslumbrante vista da Praia de São Conrado, Morro Dois Irmãos, Zona Sul, Pedra da Gávea, Barra da Tijuca e da Floresta da Tijuca. O pôr do sol é o ponto alto. Ao descer a trilha vale conhecer a rampa de vôo livre, de onde saem as asas-delta e parapentes que aterrisam na Praia do Pepino, em São Conrado.

Autor: Maximino Brügger Perez

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